quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Yoga

1. Sentar-se no chão, pernas estendidas. 2. Dobrar a perna direita, pegar no pé direito e colocá-lo na base da coxa es-querda, mantendo o calcanhar perto do umbigo.3. Dobrar a perna esquerda, pegar no pé esquerdo e colocá-lo na base da coxa direita, mantendo o calcanhar próximo do umbigo.
4. As plantas dos pés devem estar viradas para cima.5. Coluna vertebral bem direita e as mãos repousam nos joelhos com as palmas viradas para cima. curso de yoga

Se na prática da âsana e do prânâyâma já é aconselhada a orientação de um 
professor  devidamente  quali! cado,  no  exercício  da meditação  é  imprescindível  uma 
aprendizagem  e  orientação  junto  de  um  professor  que,  para  além  do  conhecimento 
teórico, possua também a realização daquilo que ensina.
  Uma prática de meditação mal orientada leva o aluno a um estado de alienação 
que nada tem a ver com uma presença do ser no mundo, e pode provocar graves dese-
quilíbrios psíquicos. Aliás, como é do conhecimento geral, um livro nunca pode substituir 
um ensino vivo. yoga pilates

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  Estas são algumas da razões que nos levaram a elaborar este capítulo, segundo 
uma organização que parte da exposição do exercício da meditação segundo Patañjali, 
o que nos faz, de imediato, perceber a subtileza deste tipo de exercício. Conclui-se o 
presente capítulo com a apresentação de um trabalho elementar teórico-prático sobre o 
exercício do silêncio interior, etapa incontornável para um aprofundamento do estudo e 
da prática do yoga.

O exercício da meditação segundo Patañjali yoga emagrece
Bahiranga e antaranga ou o yoga exterior e o interior
  Na segunda secção do seu tratado ‘Yoga-sûtra’ (sâdhanâ pada), Patañjali apre-
senta a sua via de progressão em oito membros ou anga, o asthanga yoga (Vide supra, 
cap. “Yoga hindu”: “Raja-yoga”), dividindo este caminho em duas etapas ou fases:
- Bahiranga, que é constituída pelos cinco primeiros membros: yama, niyama, 
âsana, prânâyâma e pratyâhâra, correspondendo ao yoga exterior;
- Antaranga,  constituída  pelos  três  últimos membros:  dhâranâ,  dhyâna  e  sa-
mâdhi, e que para Patañjali corresponde ao yoga interior ou ao yoga propria-

  O bahiranga não é, de modo algum, um trabalho menor. O conhecimento e a 
prática destes primeiros membros são  incontornáveis para um estudo verdadeiro do 
yoga. Patañjali  indica que,  sem o  trabalho desenvolvido por estes  cinco anga,  seria 
impossível empreender o estudo do yoga interior.

A razão pela qual o Oriente recomenda este tipo de posturas, com as pernas 
cruzadas ou dobradas, está  relacionada com o  facto de que existem nos  tendões  e 
nas cápsulas articulares, e também nos músculos (embora em menor quantidade), re-
ceptores especializados na medida do estado de tensão e distensão das ! bras que os 
rodeiam. Estes receptores estão directamente ligados à substância reticular situada ao 
nível da nuca, no bolbo raquidiano. Ora, quando existe distensão, esta substância reti-
cular é activada e o cérebro desperta. O papel desta substância reticular é o de ser uma 
espécie de “termóstato” do estado de vigília ou de sono do cérebro.82
  Neste tipo de posturas, a coluna vertebral deve estar vertical. Os músculos para-
vertebrais e a nuca devem manter um dinamismo de base, que está directamente ligado 
ao re" exo do despertar. Quando adormecemos, e durante a fase de sono com sonhos 
(paradoxal), existe uma relaxação da nuca.

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